Monday, July 10, 2006

O intuito de produzir este post, foi baseado em discussões acerca da visão distorcida que alguns têm da pós-modernidade, ou da modernidade tardia.
Existe uma banalização desssa terminologia, em vários sentidos , mas aqui vou me reter àquela idéia de que este modelo de apreensão da realidade é contrário ao ideal de libertação do homem do sistema capitalista. Ser pós-moderno tem uma conotação pejorativa para alguns, pois, se remete a preceitos reacionários, talvez pelo fato de alguns teóricos contemporâneos se colocarem em oposição à idéia de uma verdade única, de uma meta teoria capaz de explicar todos os fenômenos sociais, toda a vivência humana tanto objetiva, quanto subjetiva.
O que não dá mais para aceitar, é um modelo de transformação social baseado numa visão míope para os dias de hoje, de concepções filosóficas que não contemplam mais a complexidade do mundo globalizado o qual vivemos, onde impera o individualismo, a união social conduzida pela publicidade e pelo consumo, a fragmentação, inclusive do ponto de vista de alguns movimentos sociais, que têm preferido o acordo corporativista, em detrimento do confronto direto, priorizando assim uma mudança social também fragmentada.
Em entrevista a Revista Época, Jean Baudrillard explicita um pouco de como está estruturada a sociedade da qual fazemos parte, colocando em evidência a representação do imaginário social, baseado na espetacularização da realidade feita pela mídia, da sociedade de consumo, e da banalização da cultura.

Saturday, July 08, 2006

Reforma Universitária no Congresso








A reforma universitária que vem sendo debatida a mais de três anos, ganhou caráter de urgência constitucional, mas quantidade de emendas mostra que disputa em torno da questão deve ser intensa.

As questões polêmicas que permeiam o anteprojeto enviado ao congresso são muitas. Dentro do trâmite ainda está a correlação de forças entre os interesses de cada um dos envolvidos no processo.

Nesse fogo cruzado, entre interesses políticos e demandas reais nas instituições públicas de ensino, coloca-se em risco a educação pública, e o futuro de nossa universidade.

Leia também o anteprojeto da Reforma Universitária-MEC.

Propostas de Emendas da Andifes.

Tuesday, July 04, 2006

TV digital avanço ou retrocesso?


Se a mídia brasileira já era extremamente concentrada, com o decreto que implanta a TV Digital no Brasil, assinado na última quinta-feira (29/6) pelo presidente Lula, a possibilidade de se democratizar o setor ficou ainda mais distante.
A medida prevê a adoção do padrão japonês (ISDB) e estipula prazo de sete anos para a conversão total do sinal analógico em digital. Com relação às concessões públicas, nada mudou.
As empresas existentes receberam, automaticamente, um canal digital para cada canal já outorgado. E embora a tecnologia digital permita a existência de até quatro emissoras no mesmo espectro onde antes só uma operava, nenhuma outra empresa recebeu permissão para funcionar. Em outras palavras, o oligopólio segue intocado.
Em carta aberta à sociedade brasileira, a Frente Nacional por um Sistema Democrático de Rádio e TV Digital afirma que "ao optar pelo ISDB, o governo despreza o acúmulo social que sustentou sua eleição e submete-se de maneira subserviente aos interesses dos principais radiodifusores do país, especialmente aos das Organizações Globo".
A Frente lembra ainda o descaso do governo com as pesquisas realizadas por 22 consórcios de universidades brasileiras que, envolvendo 1.500 pesquisadores e investimentos de R$ 50 milhões, chegariam a soluções mais adequadas às necessidades nacionais do que aquelas apresentadas pelos modelos estrangeiros.
Por fim, a carta ressalta que ao abrir mão de estimular a produção tecnológica nacional para este setor, "a sociedade brasileira perde também a oportunidade de se tornar um grande produtor mundial de conteúdo audiovisual multimídia, a mercadoria por excelência da Era da Informação".

Friday, June 30, 2006

Olhares: Porque o seu é importante!


O nome da Chapa 3, Olhares, não foi uma escolha inconsequente, pois ele está intimamente ligado aos valores que ela defende.
Alfredo Bosi em seu livro O enigma do olhar diz:

"...o olho, fronteira móvel e aberta entre o mundo externo e o sujeito, tanto recebe estímulos luminosos (logo, pode ver, ainda que involutariamente) quanto se move a procura de alguma coisa, que o sujeito irá distinguir, conhecer ou reconhecer, recortar do contínuo das imagens, medir, definir, caracterizar, interpretar, em suma, pensar".

"...cada um de nós vê o mundo com os olhos que tem, e os olhos veêm o que querem, os olhos fazem a diversidade do mundo e fabricam suas maravilhas".

Isso quer dizer que o significado de Olhares, vem representar a possibilidade de se construir um projeto de DCE, que prioriza a pluralidade, pois se entende que considerar o olhar do outro, é considerar a possibilidade de uma perspectiva diferente da sua.
Dessa forma a Chapa 3 pretende a partir das várias visões, construir uma que represente aquilo que os estudantes desejam para a universidade.
É importante salientar que não se trata de um projeto finalizado, a ser imposto por uma minoria de "iluminados", mas sim um sonho a ser realizado em parceria com todos os segmentos da comunidade acadêmica que estejam dispostos a realizá-lo.


Monday, June 26, 2006

Globo! Quem quer se prostituir?


"A Globo me parece uma grande puta. Com ela, a gente deve galantear e até trepar. Casar, não. A não ser por dinheiro e por tempo curto, só pra se esconder da chuva".
Trecho da carta de João Antônio publicada no livro de Mylton Severiano. Pag. 196. editora Casa Amarela.

Tuesday, June 20, 2006

Uma farda a serviço da justiça!!!!!!

Um grande equívoco, que perdurou durante muitos comentários sobre nossos posts, é a de que nossas críticas em relação a violência, impunidade e injustiça, são direcionadas aos policiais. Grave erro. Talvez não ficou claro nossa postura. As nossas críticas são direcionadas à polícia, como INSTITUIÇÃO, apesar de saber que, infelizmente, a grande maioria dos seus membros compactuam com os ideais PMnistas...
Esclarecimentos à parte, um bom exemplo de que existe sim, policiais que lutam por um mundo mais justo, que legitimam os movimentos socias, que acreditam que o soldado fardado tem um papel civilizatório de mudança social e que precisa ser formado pra isso. Policiais, que querem caminhar junto com a população que luta, fazendo estradas, moradias populares, alfabetizando; e não contra ela. Policiais que questionam a existência da polícia INSTITUIÇÃO, como um instrumento de manutenção da ordem. Eles acreditam que a ordem pode ser outra.
O sargento Amauri Soares, líder da polícia militar de Santa Catarina, e presidente da corajosa Associação dos Praças do Estado de Santa Catarina (!) - APRASC -, foi condenado a oito meses de prisão e pode ser expulso da PM, por apoiar toda essa luta e por alimentar todo esse sonho.
Em sua ficha consta sua participação em manifestações de servidores públicos, Grito dos Excluídos, apoio ao MST, ao Movimento do Passe Livre, execução de assembléias em todo Estado para organizar os praças. Quanta vergonha para a polícia INSTITUIÇÃO! rsrs... Quanto orgulho para a sociedade!!!

Friday, June 16, 2006

"Razões" da Pós-Modernidade

Esse texto é destinado para aqueles que pretendem compreender o momento histórico que vivemos.

"Sem os punhos de ferro da modernidade, a pós-modernidade precisa de nervos de aço"

http://www.saude.inf.br/filosofia/posmodernidade.pdf

Boa Leitura...

Jabá deixa de ser tabu e projeto criminaliza prática em rádio e TV


Projeto de lei que criminaliza a prática do jabaculê, que está tramitando no Congresso desde 2003, pode ser aprovado até o fim do ano. A proposta foi aprovada no mês passado pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara, e segue agora para a Comissão de Constituição de Justiça e de Cidadania, onde já recebeu parecer favorável. Movimento pelo Fim do Jabá destaca importância da aprovação da proposta, mas preocupa-se com a fiscalização da prática.
O deputado federal Fernando Ferro (PT-PE - na foto), autor do projeto, diz que havia um silêncio profundo na questão do jabá, no Brasil: “Sempre foi velado. Todo mundo sabe que existe. Mas ninguém se atreve a coibir”. Ferro acredita que a proposta vá para votação do plenário em breve. Apesar de haver forte lobby das gravadoras e empresas de comunicação na Casa, ele afirma que o jabá é “indefensável”. “Nenhum deputado tem a ousadia de defender isso. Alguns até falaram que isso era inócuo, que não fazia sentido. Mas todos sabem que existe, é quase uma instituição, e sabem dos problemas que isso traz para nossa cultura”, pontua.